A engenharia por trás das Linhas de Vida: materiais, testes e certificações

As linhas de vida são sistemas críticos de segurança para proteção contra quedas em altura, utilizadas em setores como construção civil, indústrias, e na manutenção de diversos tipos de estruturas. Sua engenharia envolve uma combinação rigorosa de materiais adequados, ensaios mecânicos e o atendimento de Normas Regulamentadoras e normas técnicas.

Sobre os materiais utilizados

As linhas de vida são desenvolvidas com materiais que equilibram resistência, durabilidade e flexibilidade para oferecer máxima segurança.

Aços com qualidade estrutural com revestimento zincado por imersão a quente, e aços inoxidáveis, são ideias para aplicações de sistema de linhas de vida instalados em ambientes externos, pois garante alta resistência à corrosão.

Além disso, a escolha dos cabos de aço é um fator crucial. É fundamental utilizar cabos de alta capacidade de carga, com construção e diâmetro adequados para suportar tanto forças estáticas quanto dinâmicas, assegurando a eficiência e confiabilidade do sistema de ancoragem.

Ensaios mecânicos

Para garantir máxima segurança, as linhas de vida passam por rigorosos ensaios mecânicos.

Ensaio de força estática:  avalia a resistência estrutural do sistema sob uma carga constante. Esse teste assegura que o sistema suporte forças previstas sem risco de ruptura, tornando-se essencial para validar a segurança do sistema em situações de uso rotineiro ou sob tensão máxima esperada.

Ensaio de força dinâmica: simula uma queda real para avaliar o desempenho das linhas de vida. Ele verifica se o sistema absorve adequadamente a energia do impacto e limita a força transmitida ao usuário. Esse teste é crítico para validar a segurança em situações de queda livre, assegurando que o sistema não apenas resista ao impacto, mas também minimize o risco de lesões graves, assegurando que a proteção funcione de maneira eficiente e confiável.

O ensaio dinâmico é vital para garantir que uma linha de vida proteja o usuário não apenas ao suportar cargas, mas ao reagir a quedas abruptas. Ele valida a capacidade do sistema de reduzir forças perigosas e manter sua integridade, assegurando que, em uma situação real, a ancoragem funcione sem falhas e proteja vidas.

A combinação entre ensaios estáticos e dinâmicos é a chave para um sistema de proteção contra quedas confiável e que atenda aos requisitos normativos exigidos.

A engenharia das linhas de vida combina ciência de materiais, ensaios rigorosos e conformidade normativa para garantir a proteção de quem trabalha em altura. A escolha do material, aliada à certificação adequada e manutenção preventiva, são fatores essenciais para a segurança em ambientes de risco.

Mais do que um requisito técnico, os profissionais devem seguir normas atualizadas e utilizar sistemas certificados reforçando o compromisso com a vida.

Christof Becker
Coordenador de Engenharia Mecânica

Referências:

NBR 16325-1, Proteção contra quedas de altura – Parte 1: Dispositivos de ancoragem tipos A, B e D

ABNT NBR 16325-2, Proteção contra quedas de altura – Parte 2: Dispositivos de ancoragem tipo C

ABNT NBR 16489, Sistemas e equipamentos de proteção individual para trabalhos em altura — Recomendações e orientações para seleção, uso e manutenção

EN 363, Requisitos para sistemas de proteção contra quedas.

ANSI/ASSE Z359, Padrão para equipamentos de proteção contra quedas.

OSHA 1926.502, Define requisitos para sistemas de restrição e ancoragem.

ISO 10333, Específicas testes para componentes de sistemas antiqueda

ANSI Z359.1, Código de proteção contra quedas

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